opraela

Sunday, February 04, 2007





ATÉ QUANDO!
(Bernardino Matos)

O pobre do aposentado,
pra ganhar cinco por cento,
um vintém pro seu sustento,
penou como um condenado.

A desculpa é conhecida,
o País está quebrado,
tem que pagar deputado,
manter a massa falida.

Como manter o congresso,
as viagens do Presidente,
comprar de forma indecente,
os votos de um réu confesso?

E o Presidente propôs,
dá dezessete reais,
recursos até demais,
pro nosso feijão com arroz.

Um salário miséria,
que de mínimo é chamado,
torna-se muito pesado,
num orçamento pilhéria.

Enquanto o desempregado,
é pago regiamente,
por esse povo carente,
que está sendo roubado.

E agora com surpresa,
para o Paraguai doamos,
esse irmão financiamos,
pra isto temos riqueza.

Temos que colaborar,
com esse novo mercado,
de Merdosul é chamado,
O Brasil tem que doar.

Doamos vinte milhões,
e um Congresso indecente,
apóia o Presidente,
pra ganhar alguns tostões.

São cargos negociados,
os partidos são vendidos,
foram por nós escolhidos,
e aceitamos calados.

Eu chamo esse poema,
um Grito Agonizante,
um sussurro bem distante,
de quem por ser pobre pena.

Até quando assistiremos,
um Pais tão promissor,
ter por lema esse terror,
roubando nós venceremos?

Agora é a Bolsa América,
a Bolsa Cooperação,
para a reconstrução,
de uma Unidade Histérica.